sábado, 27 de novembro de 2010

Lost in nightmares



O verbo "perder" nunca é visto com bons olhos, não importa a ocasião. Perder algo ou alguém é sempre desesperador. Perder uma competição, perder um amigo, perder um objeto especial, perder um amor, perder uma oportunidade e, o pior, perder tempo. Fico assustada ao pensar que posso perder algo que julgo indispensável e, às vezes, é o que acontece. Depois de perder certa coisa que acreditava ser imprescindível, inicialmente, você pode se desesperar, não saber como lidar com a perda, se perguntar a razão de ter que viver sem o que é importante para você. Porém, o tempo passa e você começa a perceber que o que você julgava tão importante era, de fato, apenas um detalhe. Com o tempo você aprende a lidar com as perdas, por mais freqüentes e dolorosas que elas sejam. É possível suportar qualquer perda, a única perda insuportável é quando alguém perde si mesmo e se esquece de quem é.
Todos descobrem um dia que o que é nosso de fato, caso resolva partir, sempre acaba voltando, cedo ou tarde. Milhas podem ser cruzadas facilmente quando o destino se encarrega de devolver o que nos pertence. Entre esses pertences, os sonhos são aqueles que dependem da nossa vontade e que devemos agarrar com todas as nossas forças e impedir que eles se percam. Algumas perdas são inevitáveis, mas as que dependem de nós, não devem ser apagadas como um escrito na areia. Você controla a maré e tem a chance de alcançar qualquer estrela do céu.

"As coisas que perdemos acabam voltando para nós no final, mas nem sempre da forma que esperamos." (Luna Lovegood - Harry Potter e a Ordem da Fênix)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

If I was young



Desculpe a petulância, caro leitor, mas eu acabo de descobrir o problema do mundo. São as pessoas.
A verdade é que, sem as pessoas, o mundo seria perfeito. Porém, admito que o mundo perderia graça sem elas. Eu não gosto de generalizar, por isso quero esclarecer que o problema do mundo não são exatamente todas as pessoas. O nome do grupo que estabelece esse caos generalizado são conhecidos, popularmente, como adultos.
Eu sei o que você deve estar pensando: as crianças parecem muito mais problemáticas, correndo pelo pátio, quebrando objetos, vendo a felicidade em um brinquedo qualquer. É justamente por isso que os adultos são seres tão errôneos! Por deixarem de fazer e pensar coisas desse tipo.
Acho importante ressaltar também que quando uso o termo "adultos" não estou falando de quantos aniversários você já celebrou. Minha verdadeira preocupação é com as pessoas que esqueceram de como é ser criança, que esqueceram que passar um tempo com a família é mais importante que concluir um relatório, que assistir uma apresentação do filho na escola vale mais do que assistir a um teatro estrangeiro, que é possível viver bem sem destruir todas as florestas e que, principalmente, tudo o que você precisa para viver, você já tem e está dentro de você! Depois que abandona a infância, o ser humano tem a tendência a buscar todas as respostas para a vida baseado no lucro e na ganância irrefreável, esquecendo-se do que é, de fato, importante.
Perder o brilho no olhar e abandonar o que te fazia feliz há algum tempo é a pior perda que pode acontecer na vida de alguém. E essa perda afeta o mundo, também. Se todas as pessoas crescessem, porém mantivessem vivas dentro de si a criança que foram um dia, com todos os sonhos e desejos de viver feliz sem precisar de muita coisa, conquistaríamos tudo que almejamos. Afinal, não é à toa que dizem que a infância é melhor fase da vida.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Souls like stars



Somos mais de seis bilhões de pessoas no mundo. Cada uma dessas seis bilhões de almas caminham por este mesmo solo, onde já caminharam milhões de outras almas. Estes pontos de luz, dispersos pelo vasto cenário de nossa existência, trazem dentro de si um conjunto imensurável de experiências. Pode-se dizer que somos seis bilhões de seres que acordam todo o dia, enfrentam a rotina, levando conosco os sonhos que, às vezes, ameaçam se perder e não ganhar vida. Mas o que nos faz acordar todo dia são justamente esses sonhos. Um homem não é nada quando não tem anseios ou objetivos. Os sonhos nos impulsionam para algo maior. Que mundo é este, que não reconhece o valor de um sonho? O que você mais encontrará ao longo de sua vida, serão pessoas que lhe dirão que não vale a pena guardar esperanças e que dificilmente você conseguirá alcançar aquilo que almeja. Porém, antes de ouvir qualquer outra pessoa, você precisa aprender a ouvir a si mesmo. A voz mais sábia é aquela que vem de dentro do coração. Você não deve procurar a felicidade em viagens, em bens materiais ou em pessoas - tudo está dentro de você. Da mesma forma que existirão paisagens inóspitas e céus nublados, haverá dias em que as estrelas tomarão o seu lugar na imensidão. Seis bilhões de almas. Tudo que você precisa é encontrar o seu lugar nessa imensidão que chamamos de vida, exatamente como uma estrela, que não perde seu brilho apenas por ser mais uma luz entre milhares.

sábado, 28 de agosto de 2010

Tired of all this world




Você simplesmente cansa da rotina. Cansa de acordar todo dia, ver as mesmas pessoas, conviver com a mesma realidade desgastante. Cansa de conviver com pesadelos contínuos que não fazem parte da ficção. Cansa de dias vazios, cansa de deitar a cabeça sob o travesseiro e passar a noite acordado pensando no que fazer para sair desse caos. Cansa de tanta hipocrisia, de sorrisos falsos, de palavras sem sentido. Cansa de ouvir músicas tristes. Cansa de olhar pela janela e não ver nada além do que vê todo dia. Cansa de não demonstrar emoções, cansa de ser uma marionete articulada pela usualidade.
Cansei de só te ver ir embora, de só acenar enquanto seus passos te levam para longe de mim. Cansei de não conseguir dizer uma palavra, de não conseguir provar que tudo que eu não digo é verdade, de desaparecer como as estrelas quando amanhece, de me encolher quando você me vê. Cansei de ser receosa do que pode acontecer, cansei de contar carneirinhos para conseguir dormir, das noites em claro, dos feriados vazios. Cansei de não querer mais nada, de sorrir sem vontade, de esperar por algo que não virá. Cansei de ter esperanças, de olhar pela janela e não te ver. Cansei de lamentar, de chorar, de drama. Cansei de tudo aquilo que corrói, do desgaste que a rotinha traz, dos anseios que não se realizaram. Cansei dessa cidade pacata, mas cansei também do agito sem você. Cansei de sonhar, estou farta de estrelas sem luz. Cansei de amar você, mas meu coração ainda não cansou.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Live in the past




Comecei a me perguntar o que fizeram com o amor. Banalizaram-o de tal forma, que não podemos mais distinguir o que é amor e o que é mentira. Quando vejo pessoas que se conhecem há um dia dizendo “eu te amo”, me pergunto se, em apenas um dia, esta pessoa já conheceu tudo sobre a outra. Em um dia. Levamos toda uma vida para conhecermos a nós mesmos. Desenvolvemos amor-próprio porque estamos todo dia, nesse autoconhecimento. As pessoas confundem admiração com amor. Confundem o simples fato de conviver com amizade. Confundem tristeza com antipatia. E assim seguimos, pessoas vivendo em um mundo abstrato, totalmente confusas, sem saber direito o que sentem e, conseqüentemente, o que dizem.
Há alguns anos, as coisas costumavam ser bem diferentes. Você não dizia que amava alguém sem antes ter a certeza de que isso era verdade. Você não chamava alguém que mal conhecia de amigo. Estranho pensar em um mundo que parece ser tão diferente da nossa realidade. Não se falava tanto em divórcios, as pessoas valorizavam mais a família, não diziam sentir falta de alguém que não conviveram tempo o bastante para realmente sentir.
Não estou dizendo que era tudo perfeito. Não eram só vestidos rodados e verdades que moldavam alguns séculos atrás. Porém, penso nas histórias magníficas que se desenvolveram há alguns anos. Um cenário que inspira, por exemplo, Shakeaspere a escrever Romeu e Julieta. Ou então, a época do Romantismo, em que se morria de amor. Não como hoje, que dizem matar por amor. Vemos nos noticiários, famílias desestruturadas, mães que matam os próprios filhos, pais que matam as esposas. E como defesa, ainda utilizam o argumento de que fizeram isto por amor. Tão contraditório, pois em um ato deste, tudo que se percebe é a ausência do amor. Então eu penso, aonde foi parar todo aquele encanto aonde as pessoas seriam capazes de morrer pelas pessoas que amam? Eu mesma respondo: Isso ficou para os filmes. Ultimamente, o único amor imortal é o que cada um sente por si mesmo.
Não quero generalizar. Ainda existem alguns espécimes raros de coração. Pessoas que são movidas pelo que tem de bom dentro de si. Pessoas pelas quais ainda vale a pena guardar as esperanças de resgatar um pouco desse sentimento. Espero a dádiva de ver um amor que seja real e não obra da ficção ou do dia-a-dia de mentes confusas.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Friendship




Às vezes, precisamos de uma data para nos lembrar a tamanha importância que algumas pessoas têm em nossas vidas. O tempo se arrasta rapidamente e, por vezes, nos esquecemos de agradecer a presença de pessoas que transformam nossos dias, oferecendo um ombro amigo quando a tristeza nos invade ou fazendo que nossos sorrisos se transformem em verdadeiras gargalhadas. São estes, anjos que comumente chamamos de “amigos”.
Ninguém consegue viver sozinho. Precisamos de companhias, de alguém para dividir momentos e sonhos. Há situações na vida em nos sentimos perdidos, onde nada mais faz sentido. Nessas horas, percebemos o verdadeiro sentindo da amizade. Pessoas que te trazem novamente para a realidade e não permitem que você se perca em devaneios ou que se feche em seu próprio mundo.
Seis bilhões de pessoas no mundo. Obviamente, você não tem a chance de conhecer todas elas. Mas encontrar nessa multidão alguém que te entenda e queira seu bem, é relativamente difícil, raro, quase mágico. Tantas pessoas passam por você todos os dias, tantas pessoas que você conhece há anos e que não acrescentam nada, não te fazem ficar alegre, não se importam com o que você sente. Já pensou o quão importante é o momento em que você encontra pessoas que te deixam a vontade, a quem você não precisa medir palavras? Amigos brigam, gritam e xingam. E, depois, como se nada houvesse ocorrido, voltam a se falar, com a amizade ainda mais forte, beirando ao indestrutível.
Um dia, você poderá se esquecer das pessoas que já foram importantes pra você. Porém, jamais se esquece como outra pessoa nos fez sentir.

Obviamente, quero dedicar esse post a todas aquelas pessoas que me fazem sentir bem, aqueles amigos que eu sou grata por ter encontrado: a Carol, o Bruno, a Maiara, o Pedro, o Ander, a Amanda, a Ana Flávia, a Bianca, o Tom, a Camila, a Naty, a Angeline, a Thaís, a Taiane, a Cris... E claro, aqueles amigos que eu ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, mas me fazem feliz todo o dia: @manhasdesabado @fakebricks @Itwasnotmemom @annimago @banalex2 @StelaIshitani @gscapol @_theblackqueen. E também a Anna Carolina, a Ana Luisa Dessoy Weiler e a Katherine. Eu amo vocês. s2

sábado, 17 de julho de 2010

Disappear




Quando você pensa que não há solução. Quando a saudade aperta. Quando os olhos ficam marejados ao observar o vazio dos seus dias. Quando você sente que algo está tremendamente errado. Quando você quer acertar as coisas, mas elas parecem não querer se resolver. Quando o que te dava alegria, vira uma coisa superficial. Quando sua vida vira uma canção monótona. Quando o que era engraçado, não te faz mais sorrir. Quando tudo que você quer é a solidão. Você ri quando quer chorar. Quando suas músicas preferidas, se perdem no ritmo da sua própria melodia. Quando sua alma grita e implora por mudança. Quando realmente tudo parece estar perdido, a vida continuará, como sempre. Ela não esperará que você reconstrua seu coração para prosseguir. Ela arrastará as boas e as más lembranças. O tempo destrói. O tempo apaga. É como um ar gelado que apaga os desenhos na areia. É como uma alma corrompida que vaga sem ser vista. É como o chão que desaba, a terra que treme, o mar que afoga. Mas é, principalmente, o coração que bate, a alma que sorri, a imensidão que vira partícula.
Já parou pra pensar em como seis bilhões de almas podem estar cantando o mesmo sofrimento? A história é sua, o ponto final também. Não creio que viver sozinho é a solução. Pelo contrário. Mas quando a história tiver seu fim, você que vai ser responsável pela mensagem que ficará na lembrança de quem lê.