segunda-feira, 18 de julho de 2011

Tomorrow



Futuro. Nunca uma palavra me deixou com tanto receio como essa. Nos últimos dias, tenho ouvido-a tanto. Decisões. “Prepare o seu futuro.” “Defina o que quer da vida.”
Quando eu era criança, o futuro não me assustava tanto. “O que você quer ser quando crescer?”, me perguntavam. Eu respondia qualquer coisa e todos sorriam e deixavam pra lá. Mas agora eu tenho que tomar uma decisão definitiva. Não é mais brincadeira.
Mas, meu Deus, como eu vou saber? Entre tantas possibilidades e tantos sonhos, tenho que definir minhas prioridades. E se eu não quiser abrir mão de nenhum? Se eu quiser pegar o trem sem destino certo, cantar na chuva e me mudar para uma cidade aconchegante sem grandes tumultos? É a idade para cometer erros.
Um dia, eu sei, não terei dúvidas. Eu simplesmente saberei quem sou e até onde quero chegar. E, o futuro será construído dia-a-dia, por mais tortuosos que sejam os caminhos. Não falarei em amanhã. Tudo será sobre o hoje.

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Olá! Adoro o tumblr e, a partir das tags, criei uma página apenas para os meus textos: http://dreamshinelikestars.tumblr.com/tagged/dreamshinelikestars
Obrigada a quem acompanha as minhas postagens aqui e peço que passem a acompanhar lá também, se lhes agradar. :)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

The book



A vida seria incrível se vivêssemos dentro das páginas do nosso livro favorito. Poderíamos estudar em Hogwarts, passar o verão no Acampamento Meio-Sangue e o tempo livre no maravilhoso mundo de Nárnia. Teríamos a garantia de um final feliz, após uma jornada emocionante que trouxesse sentido as nossas vidas. Poderíamos salvar o mundo – literalmente. Viveríamos em meio as criaturas mágicas, conheceríamos nossos heróis cara a cara, exploraríamos um universo completamente diferente do que vemos todo o dia. Ou poderíamos, quem sabe, escolher o mais lindo romance, onde a palavra “amor” tivesse muito mais significado.
Se nos fosse permitido, navegaríamos de livro para livro, conhecendo tudo que nos fosse possível. Fugiríamos da realidade. Por um momento, isso seria o bastante para nos fazer feliz. Uma nova vida, um novo lugar, novas pessoas, novas histórias.
Porém, por mais que fosse tentador passar o dia nos castelos de Hogwarts, interagindo com Harry, Rony e Hermione... Por mais desafiador que seria embarcar em uma jornada ao lado do Percy Jackson, podendo conhecer os grandes Deuses do Olimpo... Ou por maior que seja o sonho de que meu guarda-roupa me transportasse para um mundo incrível como Nárnia... Entre todas essas histórias, acho que eu prefiro viver a minha. Escrevendo cada linha pouco a pouco, inventando minhas próprias aventuras, descobrindo meu destino página a página. Porque eu sei que um dia tudo que eu vivo fará sentido e sei que nada que acontece comigo é por acaso... Quem sabe seja apenas o enredo da minha vida sendo escrito. Mas, nessa história, eu não sou apenas a personagem principal. Sou também a autora.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A dead heart



Vivemos em uma sociedade que te rotula pelo que você veste, por quantos quilos você pesa e quantos amigos você tem na escola. Ninguém mais se importa com o que você sente, com o que você diz ou com o que você se preocupa. É tanta escassez de amor que ninguém mais valoriza o brilho nos olhos e os sentimentos das outras pessoas.

sábado, 5 de março de 2011

Biggest third




Não sei como será daqui pra frente. Não sei como e nem onde estarão as pessoas que me acompanharam durante quase toda minha vida, dividindo as melhores e mais inesquecíveis histórias, me cedendo a mão e o coração. Nos perderemos um do outro nesse vasto mundo, cada um seguindo seus próprios sonhos, buscando realizar todos os anseios guardados durante tanto tempo. Um longo tempo de convivência, anos que a maioria costuma contar, medir. Mas, nós da grande família do terceirão, simplesmente sabemos: os risos, as histórias, as brincadeiras... Tudo isso é incontável. Eternizou-se. Cada momento único e especial, ficará guardado para sempre. Aquelas manhãs geladas, aqueles conteúdos difíceis que não se podia entender de jeito nenhum, os desabafos, até mesmo as reclamações e discussões (que, com o passar do tempo, percebemos o quanto eram insignificantes...), as danças e paródias, as conversas, aquelas noites de estudo para conseguir vencer o conteúdo, aquele cansaço que sempre acaba valendo a pena, as fotos, viagens e excursões... E, agora, vemos um novo mundo abrindo-se para nós. Um universo de oportunidades, de caminhos e de opções. É, eu realmente não sei como cada um de vocês estará daqui uns dez ou vinte anos. Mas de uma coisa eu tenho certeza: tudo que vivemos juntos, desde a infância, são histórias que eu jamais esquecerei e que lembrarei para sempre como as melhores da minha vida. Com o passar do tempo, olharei para aquelas fotos e sentirei tanta saudade que desejarei que os nossos caminhos se cruzem de novo. E eu sei que irão. Todas as verdadeiras amizades que construímos se consolidarão, independente do tempo ou da distância.
Temos todo um 2011 maravilhoso pela frente. Um ano para vivermos tudo que ainda não vivemos em todos os anos que já se foram. E, quando dezembro chegar, o diploma estiver em nossas mãos e a noite colocar fim a essa etapa da caminhada, sei que não será uma despedida. Será, no máximo, um "até logo".

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Once upon a time...




Toda a menina sonha com um conto de fadas. A pequena garotinha cresce esperando pelo dia em que, magicamente, um príncipe em um cavalo branco cruzará o seu caminho, afastando todos os seus temores e escrevendo um “e viveram felizes para sempre” na última página da história.
E, o que acontece quando a espera da garotinha é em vão? Esta menina acaba crescendo, acreditando cegamente em quem declara seu amor a ela. Porém, ela não tarda em perceber que o “eu te amo” em que ela depositou todas as suas esperanças e sonhos é, na realidade, uma ilusão. Então, essa garota percebe que príncipes não existem. E nem castelos, nem contos de fada e nem mesmo o “e viveram felizes para sempre”.
E é só quando ela para de acreditar em contos de fada e começa a escrever a própria história que tudo começa a fazer sentido. Às vezes, em seu dia-a-dia de garota normal, ela precisa beijar alguns sapos, lutar contra alguns vilões e vencer algumas bruxas. Pode ser que, com o seu esforço, consiga comprar um bom apartamento, em que ela se sentirá talvez mais feliz do que se fosse um castelo. E, pode ser que ela tropece em algum garoto, não perfeito como um príncipe, que seja sem qualquer defeito, mas perfeito na medida para ela.
E então, ela poderá terminar a história com a frase “e viveu feliz”, não para sempre, mas por hoje, no momento presente. E o amanhã só seria escrito no outro dia, pois o eterno é mais do que simplesmente durar para sempre. É uma chama inesquecível, inapagável, intensa e cintilante.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

You will be the death of me




Ninguém quer morrer. Você pode querer a morte da dor, da desilusão, da tristeza, da solidão, da incapacidade, da monotonia, do desamor. Mas você não quer morrer. Você pode querer a morte da falta de dinheiro, do desapego, da doença, da agonia, do desconforto. Mas você não quer morrer. Você pode querer a morte do frio espiritual, do vazio que não é preenchido, do aperto no coração, da ignorância. Mas você não quer morrer. Ninguém quer. Enquanto o coração bate, você quer que ele continue assim, mesmo em frangalhos.

"Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte." (Harry Potter e as Relíquias da Morte)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Same Old Christmas




Era dia 24 de dezembro.
Olhei pela janela, uma neve fina caía, fazendo companhia à espessa camada que cobria todo o jardim, a caixa de correio e a minha casa solitária. Eu embaçava o vidro com a minha respiração e fazia desenhos abstratos com a ponta do dedo, enquanto pensava o que esse último ano havia significado para mim.
Eu estava sozinha. Essa conclusão me mostrava que eu não havia feito escolhas corretas durante o ano. Deixei de fazer o que queria por medo e comodidade. O Natal era amanhã, mas a magia havia terminado para mim.
Queria eu ter tido coragem para me desculpar com meus pais, antes que eles partissem para um lugar onde eu não poderia os encontrar. E o que mais doía em mim, é que eu tive oportunidade de fazê-lo, dias antes. Mas eu ignorei os pedidos que meu coração fez e me fechei para o mundo. E, agora, tudo que eu via era uma neve cintilante e tudo que eu tinha era uma xícara de chocolate bem quente para tentar aquecer um pouco meu espírito.
Meu coração apertou mais ainda quando percebi que havia feito a mesma coisa com Josh. Foi amor a primeira vista. No momento em que o vi pela primeira vez, tive certeza de que eu nunca mais amaria alguém daquele jeito. Mas, como tudo que passa por mim, deixei-o partir.
Larguei o chocolate quente sobre a mesa e me dirigi para fora, sentindo um calafrio causado pela brisa gelada. Encolhi-me, enquanto andava pelas ruas geladas de Londres. Enfim, realizara meu sonho de morar na cidade que eu julgava a mais linda do planeta, porém, agora eu percebia que a cidade se tornava cinzenta e sem vida quando não havia mais ninguém para compartilhar daquela beleza.
Cheguei em uma praça calma que, estranhamente, me pareceu aconchegante. Sentei em um banco frio e comecei a analisar as poucas pessoas que estavam espalhadas por aquele lugar.
Havia uma pequena garotinha que construía bonecos de neve, com a ajuda de outro garoto, que pela semelhança, parecia seu irmão.
Sorri involuntariamente com a cena, mas foi um sorriso triste, ao lembrar-me que eu nunca havia construído um boneco de neve. Tanto tempo convivendo com a neve clara de Londres e eu nunca tive tempo de fazê-lo. Sempre colocando os compromissos acima da diversão, esquecendo-me de viver.
Meu pai costumava tentar começar guerras de bolas de neve comigo constantemente. Porém, eu achava isso uma perda de tempo. Quisera eu saber que um dia eu faria qualquer coisa para ter um tempo assim com meu pai. E que esse dia não demoraria a chegar. Uma guerra sem vencedores e feridos, uma guerra que envolve apenas muito amor e a chama do Natal que nunca se apaga.
Saí dos meus devaneios e voltei minha atenção às duas crianças. Elas pareciam estar sozinhas na praça e ter poucos agasalhos para o frio cortante que fazia naquele fim de tarde. Sem me importar se pareceria ridícula ou não, me aproximei delas e perguntei, receosa, se poderia as ajudar na construção do boneco. Elas pareceram animadas com a idéia e logo começaram a dar ordens de como o trabalho deveria ser feito. Eu sorri verdadeiramente, pela primeira vez, naquela véspera de Natal. Estávamos indo muito bem, ignorei totalmente o fato de já ser uma adulta e comportei-me como uma verdadeira criança. O clima de felicidade só pareceu se dissipar quando eu perguntei aos pequenos onde estavam seus pais.
Eles se entreolharam, nervosos e me narraram uma longa história, mas antes, me fizeram prometer que não contaria nada a ninguém. Os dois contavam, em tons de sussurro, que passaram por uma verdadeira aventura para chegar ali. Haviam fugido do orfanato em que moravam, pois detestavam aquele lugar, porém agora, não sabiam onde deveriam ir e nem o que fazer. Mas ambos concordavam que qualquer lugar seria melhor do que o orfanato.
Eu tive que concordar mentalmente. Crescer em um orfanato deveria ser terrível. Eu, que sempre tive doces pais ao meu lado durante quase toda a minha vida, sabia o quanto doía estar longe deles agora.
Naquele momento, resolvi mudar drasticamente o meu Natal. Ele estava programado para ser o mais solitário e vazio da minha existência, mas eu não poderia deixar isso acontecer, sabendo que poderia transformar, para melhor, não só o meu Natal, mas o de outras pessoas também.
Convidei as crianças e as levei para minha casa. Mas eu sabia que não poderia fazer isso sozinha.
Apertei a campainha da casa de Josh. Ele pareceu surpreso ao me ver.
- Você... Voltou. – Ele constatou admirado.
Não fiz mais nada além de abraçá-lo. Eu costumava sempre ir embora, me esconder, com medo de cair. Porém, eu não deixaria isso acontecer dessa vez. Não iria ter outro arrependimento. Não tive tempo de pedir desculpas aos meus pais, antes que eles fossem embora. Dessa vez, faria tudo diferente.
- Desculpe, Josh. – Murmurei. – Não quero ficar longe de você. Não vou mais fugir.

As crianças gostaram de Josh quase imediatamente. Ele era uma pessoa fácil de simpatizar. Fácil de amar.
Os deixei por um instante na sala, brincando e conversando. Parei em frente à janela e olhei de esguelha para o relógio. Meia noite. Sorri. Não pude deixar de agradecer pela magia do Natal.
Toda a magia só depende de você.


Resolvi postar outro conto meu aqui no blog. Adoro contos de Natal, acho verdadeiramente que existe muita magia nessa data. Feliz Natal para todos os leitores do meu blog! :)